segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Portugal: Um jardim à beira mar plantado...

À beira mar plantado?!? "Plantado" parece-me correcto, já "à beira mar" não me convence de todo, principalmente após a leitura de alguns títulos nos diário de hoje.

"Frota pesqueira reduziu-se 20% numa década", in Público, 19.10.2010

Será que não ficaria melhor dizer "Portugal: Um jardim à beira terra plantado", se pensarmos um pouco chegamos facilmente à conclusão que também não está de todo correcto até porque se assim fosse deveria-mos ter uma agricultura de latifúndio que funcionaria em pleno tal como acontece em países nossos vizinhos europeus como é o caso de Espanha, França (mãe da PAC), em que conseguiria-mos satisfazer as nossas necessidades internas bem como aumentar as nossas exportações o que representaria "dinheiro em caixa".
Mas como é natural e seguindo o nosso triste "fado" as coisas não são assim tão lineares, ou se calhar até são, nós é que as dobramos e redobramos vezes sem conta, até porque aumentar a nossa divida externa parece ser para nós o grande objectivo do milénio.
Tal como na agricultura, os subsídios que nos são atribuídos para o sector das pescas são sempre altamente bem aplicados, até porque existe por parte do desGOVERNO uma grande acção de fiscalização nestas matérias de subsídios.
Nós recebemos subsídios para a agricultura durante anos a fio (os outros também receberam), em vez de os aplicar no desenvolvimento tecnológico da produção por forma a conseguirmos obter economias de escala e assim tornar a nossa agricultura competitiva (foi o que os outosfizeram) não, não fizemos nada disso, o que fizemos foi comprar 4x4 de luxo, e esbanjar esse dinheiro em tudo menos na agricultura, o que foi muito bom pois hoje vamos de 4x4 de luxo visitar as nossas grandes produções que não passam de terras baldias que os fogos fazem o favor de ir queimando o pasto todos os anos (porque nem os animais nós temos para lá colocar), e continuamos a comprar lá fora para comermos cá dentro enfim, comprar tudo feito é bem mais fácil.
Nas pescas é igual, a UE atribui subsídios ao abate e re-qualificação da frota pesqueira, nós abatemos o bom e o mau, os outros abatem o mau re-qualificão o mais ou menos e reforçam as suas frotas, bom, se virmos bem nós nem nos devemos preocupar muito com essa coisa das pescas até porque não temos praticamente costa nenhuma afinal somos banhos por cimento em vez de água....PORTUGAL: Um jardim à beira cimento plantado....Assim já me parece de todo correcto.

Até nem foi preciso fazer um grande esforço cognitivo para chegar a uma conclusão plausível.

domingo, 18 de outubro de 2009

+ 105 milhões por DIA!!!

Pois é um número bastante interessante, um tanto ou quando inimaginável para o comum dos mortais, mas para podermos ter uma pequena noção apresento algumas sugestões para a aplicação desta pequena verba:

> Hotel de 5 estrelas construido de raiz = 14' €, logo poderiamos construir todos os dias cerca de 7 "barracas" destas por dia e ainda nos sobrava uns trocos (6' € para o jantar).

Enfim 105 milhões de euros é o que o Fisco precisa de cobrar por dia para que consiga colocar o défice em 5,9%, estamos a falar de um esforço finaceiro de + 25 milhões de euros por dia face ao que o Fisco cobrava até Agosto de 2009.
Sinceramente e não percebendo nada de números colocam-se algumas questões para as quais ainda não consegui encontrar resposta:

1 - Quais as medidas a tomar para encaixar este arrepiante valor diário?
Não consigo encontrar solução, ora se não se vão aumentar impostos não estou a ver este dinheiro a entrar, mas antes disto teremos que ter em conta o Orçamento de Estado para 2010, e eis que me surge uma segunda questão...

2 - Como será o Orçamento de 2010?
Com o partido do Governo (se é que lhe podemos atribuir esta designação) em minoria, e sem qualquer entendimento no quandrante político seja no que for, das duas uma, ou vamos ter um Orçamento em aprovação na AR até que esta seja dissolvida, ou teremos um Orçamento que alimente as "bocas" certas para que estas parem de gritar saindo assim o Orçamento da Pen para o papel.

Mas indo novamente à primeira questão temos que reflectir um pouco em termos de "colher dinheiro", o que nos transporta de imediato para IVA, IRS, IRC e mais uma panóplia de impostos indirectos (petróleo, tabaco, etc...).
Bem sabemos que a fonte está a esgotar, isto é, "muita parra e pouca uva", aumentar o IRC é destruir por completo o tecido empresarial de Portugal, as benditas PME'S (cerca de 80% do tecido empresarial deste grande país), levando por si ao aumento de despedimentos, ora mais desemprego mais gastos do Estado com o apoio social (subsídios de desemprego), como podemos verificar esta solução é como aplicar uma injecção de álcool a um doente crónico de figado. MORTE IMEDIATA. O Fisco cobrava os 25' € a mais por dia (fantástico) e gastava + 50' € para não deixar morrer á fome o resultado desta brilhante solução.
O mesmo se aplica ao aumento do IRS, é simples, mais imposto cobrado menos dinheiro disponível no bolso das familias, menos compras, menos vendas, menos produção, mais lay-off, mais desemprego e ai vem, mais gastos do Estado o Apoio Social.
Em termos de IVA é altamente ridículo pensar em aumentar este imposto, pois deixariamos quase imediatamente de exportar o pouco que exportamos (Teriamos uma terrivel quebra de competitividade em termos de comércio externo, se é que já não temos.)

Conclusão: Aumento de Impostos = MORTE IMEDIATA

Sugestão: Vamos esquecer o défice (desenvolvendo um projecto de recuperação com consistência, apresentá-lo às Instituições Europeias para que estas nos concedam um perdão pela quebra do pacto de estabilidade durante algum tempo), baixar Impostos para que assim se incentive o investimento para que este coloque definitivamente PORTUGAL A PRODUZIR!!!!

Eis um pequena sugestão se bem que existem muitas mais, mas ficaram para a próxima. Até porque o problema desta GRANDE NAÇÃO não se fica apenas pelos impostos infelizmente.
Estamos sim perante uma série de neóplazias altamente MORTAIS e não apenas perante uma simples GRIPE A.